
Nada como começar o dia refletindo….
Fevereiro 2, 2011Costumo ao me sentar frente a minha mesa na minha empresa, pegar um livro de Max Gehringer, que fala sobre clássicas histórias de empresas, empregos, estagiários, enfim sobre o mundo corporativo e suas complicadas relações humanas.
Vamos ao que interessa, um diretor de uma grande empresa levou seu pessoal de planejamento e finanças para uma reunião em um resort na Bahia. E uma das atividades de reunião era uma gincana intelectual, grupos formados e foram para resolução de problemas matemáticos. Ao todo, eram 10 questões, o grupo que resolvesse primeiro gritava a resposta e ganhava um ponto. Tudo transcorrendo normalmente até a questão número quatro, dedos afiados nas maquinas de calcular, a questão cinco foi enunciada:
- Pereira tem dezesseis anos. Percebeu que sua idade havia dobrado quatro vezes. De um pra dois, de dois pra quatro, de quatro pra oito e de oito pra dezesseis. Se essa progressão persistir, daqui a dezesseis anos, que idade terá Pereira?
O diretor esperava que todo mundo pulasse da cadeira ao mesmo tempo e gritasse 32! Mas passou-se um minuto e nada. Dois minutos, três minutos. A questão estava gerando controvérsias.
Um dos grupos se convenceu de que a frase mais importante da questão era “se essa progressão persistir”, porque jogava o problema do campo prático para o hipotético. Outro grupo montou um gráfico multicolorido para mostrar a inviabilidade biológica da solução – que seria 256 anos.
Outras hipóteses incríveis foram levantadas. Isso porque os grupos ponderaram o seguinte: a empresa, certamente, não iria levá-los a um resort na Bahia apenas para resolver um problema que qualquer um aluno do primeiro grau resolveria.
Portanto, a resposta tinha, necessariamente, que ser complicada. Porque, em uma empresa, qualquer questão é sempre complicada e requer muita análise.
Já a conclusão do diretor foi bem mais simples, quanto mais a tecnologia avança, e mais processos são inventados, mais as pessoas deixam de pensar usando o óbvio e elementar bom senso.
Quando o problema te parecer complicado, não deduza de prontidão que a resposta seja complexa, lembre-se que às vezes a resposta está tão óbvia que falta te dar um “tapa na cara”.
Fonte: Clássicos do Mundo Corporativo – Max Gehringer
Editora Globo.
