Diante do capitalismo exacerbado, de sua crueldade contra aqueles que o opõe, perante uma nova guerra pelo poder das riquezas terrestres, uma guerra é travada desde os longínquos tempos e estende-se até nosso presente e por ventura continuará a assombrar o futuro. Sentencio assim a força que a religião ou até mesmo como queira chamar a igreja exerce sobre nossas cabeças, não menosprezando o poder de vida e de morte que há pouco tempo ostentava sobre os infiéis, ou aqueles que iam contrários as suas vontades e até mesmo aqueles que ousavam difamar e competir com os propósitos “santos”. Não gostando de pronunciar o termo igreja para designar a religião em si, vejo a coerência daqueles que lêem e por força do hábito que suas escolas os imprimiram, sentenciarem o termo igreja como sendo a religião católica, longe de minhas ambições utilizar tal termo para adjetivar uma religião que se propaga desde a antiguidade, necessitando de distinguir o termo igreja, utilizarei a palavra no seu potencial extremo, ou seja, chamarei apenas de religião, assim posso protestar sem aclamar, nem propagar injurias a minha pessoa por estar de forma sã estabelecendo o meu pensamento a respeito das “RELIGIÕES”.
Entremos de fato no que titulei de “Clientes ou fiéis?”, na formação acadêmica pude verificar que o meio de conseguir prosperidade em um negócio ou empreendimento é ter o domínio dos recursos financeiros, ou ao grosso da palavra do dinheiro mesmo, quantas vezes você já parou para pensar que a maioria das religiões propiciam a propagação de métodos administrativos e de técnicas altamente difundidas no meio da administração de empresas, curioso para você pensar que sua religião é uma espécie de organização, que possui hierarquia, cadeia de comando e por fim uma unidade central de comando, o que falta é apenas elas mostrarem o organograma e expor suas ramificações. Se isso acontecesse você simplesmente ficaria alarmado com o tamanho digamos dessa “arvore e seus galhos”, mais alarmado ainda se mostrassem a cada final de ano seus balanços, ou melhor, seu demonstrativo de resultado, simplificando as coisas o dinheiro que entra e sai de seus caixas. De fato o que quero dizer é que as religiões cada dia tornam suas igrejas em empresas, difundir uma religião tem se tornando um exercício altamente lucrativo desde sua fundação que não se paga espécie alguma de tributo e são livres de qualquer espécie de imposto, até mesmo na aquisição de patrocínios para designarem uma nova religião ou uma espécie indutiva e mascarada daquelas que já existem. As empresas se solidificam perante o esforço maior de seus criadores e colaboradores, como de fato conseguem isso? Posso responder com uma simples palavra “Persuasão”, esta palavra emana um alto poder sobre as pessoas, no caso da empresa é bem verdade que métodos de recompensas são utilizados para aqueles que irão colaborar com o objetivo da empresa em crescer e prosperar. Agora cheguemos ao ponto chave, como as religiões se solidificam? A mesma resposta é cabível a essa pergunta, através de “persuasão”, você pode estar se perguntando como isso é possível? Tanto é possível como é praticado por todas as religiões. As religiões de fato existem por que umas ou mais pessoas acreditam em suas estruturas e fundamentos, ou seja, uma religião só existe se houverem fiéis para proclamar e levar sua palavra. Mas quem de fato elege ou até mesmo convoca os fiéis? Uma única mente que de passagem é cruel e muito inteligente, é capaz de subjugar as mazelas que afligem a nossa sociedade, para obter a confiança e aclamação daqueles que o propõe a ouvi. É através desses atributos que fiéis são transformados em clientes, muitas religiões ensinam técnicas que só eram utilizadas na administração de negócios para promoverem ganho próprio, falo com toda clareza de que já presenciei e conversei com “seguidores” que foram treinados em dicção e persuasão para que através da palavra possa reunir o máximo de fiéis/clientes para a sua religião.
Diante disso me digam se a religião não é algo rentável, prova disso que uma em particular está todo ano figurando o ranking das empresas que mais enviaram dinheiro (milhões) para o exterior, essa divulgação é apenas um dado presenciável, fora o escândalo que de que existe lavagem de dinheiro, outro dado importante é que a maioria das grandes religiões hoje no mundo possui cadeias de rádio e televisão, bem entendo aqueles que dizem de fato que é para propagar a palavra do Senhor, sei que por trás existe uma equipe de marketing disposta a traçar objetivos e metas para angariar fundos dos fiéis/clientes, é evidente o dinheiro gasto para manter uma emissora de televisão, programa de televisão, rádios espalhadas pelos quatro confins do mundo, não ajude milhares de pessoas que estão a passar fome, vivendo com menos de R$ 1,00 por dia, bem entendo que para alcançar o sucesso temos que sobrepujar a mente do outro, ou seja, como disse o meu professor de marketing “o campo de batalha de um indivíduo é a sua “Mente”, conquistando-a tirará todo o proveito necessário a sua causa”. Esse proveito é tirado, o revoltante é que tal prática é exercida sobre aqueles que menos tem pra si, e que se disponibilizam a doar o seu dinheiro mesmo pouco para causas divinas, esse tipo de alienação é implantada com eficácia nas mentes menos favorecidas de estudos, habitação, saneamento, de saúde física e emocional, ou seja, dos males da nossa sociedade. De fato é necessária uma revisão nos propósitos de fundar uma nova religião ou implantar um segmento de outra, deveria ser criado um órgão para controlar a propagação de religiões com o propósito de alienar e deturpar a fé de cidadãos que nada mais querem que uma luz para seus problemas e sustentarem a crença num mundo melhor.
Portanto, pense melhor antes de deixar que uma idéia entre em seu domínio individual, familiar e moral. Pergunte verdadeiramente seus propósitos, não se deixe alienar por idéias absurdas que contribuindo com o dinheiro irá conquistar uma vaga no paraíso. Se me perguntarem se existem religiões sérias nos seus propósitos, direi sim, existem aquelas que são ordenadas por mentes pacíficas, inteligentes e que não visam lucro, direi mais, existem também aquelas que estão criando áreas de deturpação da religião fazendo de seus seguidores verdadeiros patrimônios de arrecadação de dinheiro. E aí depois desse BLÁ, BLÁ, BLÁ…..o que você acha: CLIENTES OU FIÉIS?
Depois de tanto falar leiam essa outra mátéria e tire suas próprias conclusões: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI129503-15223,00.html


